Omni Pentest (Simple Point) vs Burp Suite
Burp Suite dirige o teste na mão; o Omni Pentest caça sozinho e deduz o bug. Categorias complementares — veja a comparação e quando usar cada uma.
Se você chegou aqui procurando "burp suite vs" alguma coisa, provavelmente quer saber se dá para automatizar parte do trabalho que hoje você faz na mão. A resposta honesta começa por separar duas categorias que costumam ser jogadas no mesmo balde: Burp Suite é um proxy de interceptação e scanner dirigido por um humano; o Omni Pentest, da Simple Point, é um agente autônomo que reconstrói a superfície do alvo, deduz a vulnerabilidade e rascunha o report. Não são substitutos — são camadas que se somam.
O que cada um realmente é
O Burp coloca você no meio do tráfego. Você intercepta requisições, edita byte a byte no Repeater, fuzz com o Intruder e conduz o scanner ativo. O controle fino é a força dele: quando você já formou uma hipótese, nada bate a precisão de manipular a requisição na mão.
O Omni Pentest parte do lado oposto. Em vez de só disparar payloads de template, ele modela o alvo e deduz o bug: mapeia a superfície, infere invariantes, aprende a máquina de estados de fluxos críticos (auth, checkout) e faz model-checking para deduzir bypasses de autorização e de workflow — a classe de bug de lógica que scanner de assinatura raramente enxerga. Cada achado passa por um firewall determinístico (10 gates + AutoReject + confiança recomputada) antes de virar report, então o juiz do falso-positivo é código, não a IA.
Comparação direta
| Dimensão | Burp Suite | Omni Pentest (Simple Point) |
|---|---|---|
| Categoria | Proxy/scanner manual | Agente autônomo |
| Quem conduz | O testador humano | O agente (Modo Profundo, re-hipotetiza em vez de desistir) |
| Interceptação fina | Sim — Repeater, Intruder | Não é o foco |
| Bugs de lógica | Dependem da habilidade de quem testa | Aprende a state machine e deduz o bypass |
| Falso-positivo | Triagem manual | Firewall de 10 gates + AutoReject |
| Report | Escrito à mão | Rascunhado + PoC em vídeo (submissão só com aprovação humana) |
| Severidade | Julgada pelo analista | Derivada da evidência (CVSS 4.0) |
| Onde roda | Desktop do testador | Self-hosted no seu VPS/k3s, workers em pods gVisor |
| Custo de inferência | N/A | BYO-key (traga sua chave de LLM) ou roteador multiprovedor |
| Escopo | Configurado na ferramenta | Fail-closed, determinístico, fora do modelo |
Quando usar cada uma
Use o Burp Suite quando você já está dentro de um fluxo específico e precisa de controle cirúrgico: reproduzir um edge case, ajustar um único header, entender exatamente como o servidor responde a uma variação mínima, ou validar manualmente uma hipótese que só você formou. Interceptação em tempo real e manipulação byte a byte continuam sendo território do Burp.
Use o Omni Pentest quando o gargalo é cobertura e escala: você tem muitos alvos, quer que a superfície inteira seja modelada sem você babá de cada requisição, ou quer caçar bug de lógica de autorização que exige aprender o comportamento do sistema ao longo do tempo. Ele também tira de cima de você o trabalho chato — triagem de falso-positivo, derivação de severidade e o primeiro rascunho do report com PoC em vídeo.
Na prática, muitos hunters rodam os dois: o Omni Pentest faz a varredura autônoma profunda e entrega candidatos já filtrados; o Burp entra para o aprofundamento manual do que valeu a pena. Um encontra a linha; o outro puxa até o fim.
Vale experimentar?
Se hoje o Burp já faz parte do seu fluxo e o limite é tempo humano, faz sentido ver o que um agente autônomo cobre enquanto você dorme. O Omni Pentest é self-hosted e BYO-key — roda na sua infra, com sua chave, sem custo de inferência embutido. Comece pelo seu próprio programa ou por um alvo autorizado e compare os achados lado a lado.