BYO-key: rode a caça com sua chave — ou de graça
Inferência é o custo real de modelar-e-deduzir. Traga sua chave de LLM (faturada a você) ou use o roteador grátis — cifrada, efêmera no pod, sem markup embutido.
Toda dedução custa inferência
A caça da Omni Pentest não dispara payloads no escuro — ela modela e deduz. Reconstruir a superfície do alvo, inferir os invariantes de um fluxo, aprender a máquina de estados de um checkout e rodar model-checking em cima dela para achar o contraexemplo (o estado "pago" alcançado sem passar pela transição de pagamento; a etapa de verificação de e-mail pulada) — tudo isso é inferência de LLM. É onde nasce o bug profundo, e é onde o token é gasto. A pergunta honesta não é "quanto custa a plataforma", é quem paga a inferência, e a que preço.
Duas formas de alimentar a caça
A resposta da Omni é não ficar no meio. Você tem duas opções, e nenhuma embute markup de inferência:
- Sua própria chave (BYO-key). Uma API key comercial do seu provedor de LLM. O consumo é faturado direto na conta dona da chave — a plataforma não revende token, não intermedeia cota. Você vê o gasto no painel do provedor, não numa fatura nossa inflada.
- Roteador multi-provedor, grátis. Sem chave própria, o job roteia por um roteador multi-provedor sem custo de inferência embutido — a autenticação entra por
ANTHROPIC_BASE_URLe um token de serviço, com o modelo emauto. Bom para começar sem cartão.
Como a chave vive: cifrada, efêmera, write-only
O ponto sensível de BYO-key é óbvio: sua credencial. O desenho é conservador em três camadas.
Cifrada, com envelope. Cada segredo ganha uma DEK própria; o texto vai em Fernet(DEK), a DEK vai em Fernet(master key), e a master key mora fora do banco, no ambiente. O banco guarda só os dois blobs cifrados — nunca a chave.
Write-only. Gravada a chave, o valor é descartado: o painel mantém apenas um hint (•••• + 4 últimos dígitos). A chave nunca volta por API, nunca vai a log, nunca entra num prompt. O que trafega internamente é a referência ao segredo, não o valor.
Efêmera no pod. Só no despacho do job a chave é decifrada e escrita num Secret k8s efêmero por job, injetado no pod por envFrom (jamais como valor em texto no manifesto). O worker roda em pod gVisor, non-root, com todas as capabilities dropadas e egress fail-closed. Terminado o job, o Secret é destruído junto com o pod — nunca vira segredo permanente, nunca aparece em log.
A economia de operar assim
Sem revenda de token, o preço da inferência é o preço do provedor — o mesmo que você pagaria caçando à mão, só que dirigindo dezenas de deduções em paralelo. E como é self-hosted, a infra é o seu VPS/k3s: sem taxa por finding, sem taxa por alvo.
O multiplicador silencioso é o firewall determinístico. Antes de qualquer report, 10 gates + AutoReject + confiança recomputada julgam o achado — o juiz é código, não a IA. Falso-positivo morre ali, então sua cota não é queimada gerando e re-triando ruído. O token que você paga vira IDOR provado, bypass de autorização deduzido de um contraexemplo, falha de lógica de negócio pega por checagem metamórfica — não uma pilha de "candidatos" que o triador rejeitaria de qualquer forma.
Você controla a chave, o gasto e a infra. A plataforma só orquestra a dedução — e prova o bug antes de te custar a atenção.
Configure seu provedor em Settings → provedores de LLM, ou deixe o roteador grátis assumir o primeiro job.